Policial

Suspeito de assassinar agente federal em Cascavel é preso pelo Cope

(Foto: Arquivo O Paraná )

Mais um suspeito de envolvimento no assassinato do agente em execuções penais Alex Belarmino, foi preso. Manuel do Nascimento, o Coiote, que era considerado foragido, foi localizado pelo Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) nesta semana no litoral em São Paulo.

Segundo o delegado titular do Cope, Rodrigo Brown de Oliveira, o preso tinha inúmeros mandados de prisão em aberto e ele foi encontrado durante diligências feitas no estado vizinho. O motivo da prisão não foi a morte de Belamrnino, mas ocorreu como desdobramento da operação, realizada desde segunda-feira, que está em busca de facionados ao crime organizado, neste caso, pertencente ao PCC (Primeiro Comando da Capital). “Havia diversos mandados de prisão em aberto contra ele e no caso da nossa operação ele foi preso porque é suspeito de envolvimento na ação que derrubou uma parede da Penitenciária de Piraquara onde fugiram 29 presos em setembro, mas ele tem uma extensa ficha criminal. Identificamos que seu grupo praticava crimes no Paraná e se escondia no litoral paulista onde vivia em uma casa de alto padrão”, completou o delegado.

Coiote está sendo apresentado nesta tarde na sede do Cope em Curitiba.

Quanto á morte de Alex Belarmino, a Delegacia da Polícia Federal em Cascavel, que comandou as investigações, identificou que o suspeito seria um dos principais executores do crime. O agente foi morto em uma emboscada na região do Lago Municipal em setembro de 2016. As investigações apontaram ainda que o crime foi encomendado pelo PCC como forma de enfrentamento ao sistema prisional e medidas de endurecimento de regras para os que estavam em presídios federais de segurança máxima.

Pelo menos outras seis pessoas que estariam envolvidas no homicídio já estão presas. Além de Coiote, outro detento, identificado como Betão, segue entre os foragidos da Justiça.

As investigações revelaram que a escolha de Belarmino para morrer foi ao acaso. Como os criminosos estavam à caça de um agente em execuções penais, seguiram Alex por alguns dias e o mataram no momento em que ele saía para o trabalho, no presídio federal em Catanduvas. Belarmino não era lotado na região. Era de Brasília e estava no oeste apenas para ministrar um curso. Depois dele, o PCC teria feito pelo menos mais uma vítima do sistema penitenciário federal. A psicóloga que atuava em Catanduvas, Melissa Almeida, foi assassinada a tiros de fuzil no momento em que chegava em casa, também em Cascavel, em maio do ano passado. Neste caso, dois dos envolvidos foram mortos e os demais presos.