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Sintomas do melasma podem piorar no inverno, saiba por que

Basta os dias ficarem mais frios e nublados para que parte da população passe a economizar no protetor solar. É por isso que, frequentemente, alguns casos de melasma podem se agravar nesta época do ano. "A incidência de raios UV no inverno é tão prejudicial para a pele quanto no verão, por isso, o uso diário do protetor solar é indispensável a todos, principalmente em casos de melasma", ressalta a dermatologista Anita Rotter, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Além disso, também vale falar com o dermatologista sobre as possibilidades de tratamento durante o período do frio. "Já que nessa época frequentamos menos praias e piscinas, diminuindo a exposição ao sol, o médico pode indicar produtos clareadores mais potentes, além de procedimentos em consultório para tratar as manchas, como peelings químicos ou laser", afirma a médica. E mesmo com o sol escondido, o protetor solar deve ser usado diariamente, já que a exposição desprotegida pode escurecer o melasma.

O que é o melasma?

A doença é uma condição crônica, mais frequente em mulheres. "Trata-se do aparecimento de manchas acastanhadas, principalmente no rosto. O melasma está associado à exposição solar e dentre suas possíveis causas, estão as alterações hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez", explica a dermatologista.

O aumento nas chances de melasma durante a gestação deve-se ao estímulo hormonal, que leva à maior produção de melanina, responsável pela pigmentação da pele. "O uso do protetor solar deve ser reforçado nesse momento da vida. É importante destacar que a luz visível também está associada ao aparecimento do melasma, assim, a proteção deve ser feita mesmo em ambientes fechados. Uma sugestão é utilizar protetor solar com cor, que promove uma proteção ainda maior à luz visível".

Tipos

*Melasma epidérmico: Quando há depósito aumentado de pigmento através da epiderme (camada mais superficial da pele).

*Melasma dérmico: Caracterizado pelo depósito de melanina ao redor dos vasos superficiais e profundos.

*Misto: Quando se tem excesso de pigmento na epiderme em certas áreas e na derme em outras regiões.

*Ainda há três tipos comuns de padrão facial de melasma, o malar (maçãs do rosto), centrofacial (testa, bochechas, acima do lábio, nariz e queixo) e mandibular, conforme a região em que aparece.

Causas

Não há uma única causa definida para o melasma, mas sabe-se que ele está relacionado principalmente à exposição solar, mas também ao uso de anticoncepcionais e algumas outras medicações, fatores hormonais, predisposição genética, algumas doenças (ex: hepatopatias) e à gravidez.

A maior parte das pessoas com melasma possui um histórico de exposição diária ou intermitente ao sol, embora também suspeita-se que o calor seja um fator subjacente. É mais comum em mulheres, aproximadamente 90% dos casos, e àquelas com tons de pele mais escuro tem mais probabilidade de apresentar a doença.

Fatores de risco

São vários e diversos os fatores que aumentam o risco da pessoa contrair melasma, entre eles:

*Ser mulher, pois elas representam aproximadamente 90% do total dos casos de melasma conhecidos

*Ter um tom de pele mais escuro, como as africanas e afrodescendentes, indianas, hispânicas e asiáticas, pois são mais propensas a contrair melasma por possuírem mais melanócitos ativos para a produção de melanina (pigmentação da pele)

*Estar gestante também contribui devido às alterações hormonais

*Algum familiar direto já ter tido melasma

*Altas temperaturas, exposição ao sol e período de verão.