Policial

Segurança no interior

No interior, guardas conversam com moradores e fazem patrulha (Foto: Aílton Santos)

Antiga Secretaria de Ação Comunitária. Agora, sede da Secretaria de Política sobre Drogas e Proteção à Comunidade, à qual foi integrada a Guarda Municipal. É da estrutura, que fica ao lado da Defesa Civil, que as novas viaturas saem, todos os dias, com destino ao interior.

O trabalho começou no dia 2 deste mês como serviço de formiguinha: são apenas duas viaturas, para atuar nos distritos de Sede Alvorada e de Juvinópolis. Setor que, em breve, deverá ser expandido para os demais distritos.

A nossa equipe de reportagem acompanhou o deslocamento de uma das viaturas, a que fica em Sede Alvorada. Dois guardas, armados com pistolas calibre 380 e espingardas calibre 12 seguem com a viatura pela BR-467, com destino ao interior.

É na sede da subprefeitura o ponto de “parada”. Mas, apesar de ser considerada a “sede” da força rural no distrito, não é por ali que os servidores permanecem.

Por onde passam nas ruas, os moradores acenam aos guardas. Gostam da presença. Nas estradas rurais, a Força Rural faz ronda. Conversa com os moradores e garante um pouco mais de alívio para quem mora por ali.

Resposta

Em pouco mais de uma semana de atuação no distrito, a Força Rural tem agradado. “Uns quinze dias antes de eles começarem a trabalhar aqui, fizemos uma reunião e garantimos que, se não viesse guarda ou polícia para cá, iríamos fechar a rodovia, fazer um protesto. Isso aqui já foi seguro, hoje em dia dá medo de sair de casa. Recentemente, os bandidos fizeram um arrastão. Agora, com a guarda, esperamos que melhore”, relata a zeladora Zenilde de Fátima.

Um dos moradores mais antigos da redondeza, seu Lindolfo Simmer também gosta do que vê e até brinca com a situação. “Segurança, mesmo, sempre serei eu. Mas é muito bom que eles venham todos os dias para cá”, afirma.

Reforço

O trabalho da Guarda é um reforço à PM. Isso porque, atualmente, a patrulha é feita apenas com duas viaturas em toda a cidade, por conta da falta de efetivo e de veículos. Com número pequeno, apesar do esforço da polícia, muitos moradores acabam sendo vítimas de assalto, por exemplo, e não registrando a ocorrência, por conta da distância até uma delegacia de Polícia Civil. Além do monitoramento das estradas, a Guarda também pode fazer esses registros de crimes e encaminhar à Polícia Civil, facilitando as investigações.