Cotidiano

Regionais de saúde atentas ao aumento de casos em Tupãssi

Casos não param de subir em Tupãssi: todo o cuidado é pouco a partir de agora (Foto: Aílton Santos )

Tupãssi – Os casos de vômito e diarreia não param de subir em Tupãssi. O registro oficial dos primeiros pacientes ocorreu em 30 de junho. Desde então, já são 137 pacientes, conforme números atualizados fornecidos pela Vigilância Epidemiológica do município.

As amostras de exames foram encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central do Estado) e os primeiros resultados recém-divulgados deram como positivo a contaminação por norovírus, um grupo de vírus causados da gastroenterite, provocando a inflamação do revestimento do estômago e do intestino. A disseminação é rápida. O contágio é via oral, por ingestão de alimentos ou bebidas com a presença do vírus. No mundo, 90% dos surtos registrados são atribuídos ao norovírus. Também pode ser transmitido pelo ar. Ela acomete mais crianças e idosos, devido à baixa imunidade. Sua proliferação ocorre em costumeiramente em ambientes fechados, como unidades de atendimento à saúde, creches e escolas. O risco de desidratação é grande, devido à perda constante de líquido. Por isso, é preciso procurar o quanto antes a assistência médica para iniciar o tratamento. Com a medicação, os sintomas desaparecem em até três dias, mas vale lembrar que o vírus permanece incubado por mais alguns dias após o fim da crise diarreica aguda.

A situação de Tupãssi vem sendo monitorada de perto pelas regionais de saúde da região Oeste, principalmente a 20ª Regional (Toledo) e 10ª Regional (Cascavel), até porque as cidades ficam muito próximas e a circulação de moradores de Tupãssi nessas cidades é constante, apesar da distância não influenciar tanto, de acordo com a 10ª Regional de Saúde, localizada em Cascavel.

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Tupãssi emitiu nota técnica esclarecendo o surto de diarreia e vômito. Segundo o comunicado, são comuns em casos do norovírus as náuseas, dor epigástrica, febre baixa, calafrios, dores musculares e cansaço.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Tupãssi, Mirian Midori Miyake, considera agora fundamental a prevenção e cuidados na higiene das mãos e o manuseio de material suspeito de estar contaminado com luva. O local deve receber um pouco de água sanitária diluída, deixando agir por alguns minutos antes de fazer a limpeza, de preferência com papel toalha. “As férias escolares contribuíram para minimizar o surto de norovírus na cidade”, disse ela.

Os sintomas melhoram entre 1 a 3 dias, sendo a diarreia mais comum em crianças e os casos de vômito mais frequentes em adultos.

A chefe da 20ª Regional de Saúde em Toledo, Denise Liell, admite que os casos suscitam uma preocupação diante da rápida proliferação, mas que a regional de saúde está empenhada desde os primeiros casos em buscar um controle e garantir orientação adequada para a população. Marcos Cardoso, do setor de epidemiologia da 20ª Regional de Saúde, durante uma semana foram coletadas informações de 77 pessoas. Ela admite o surgimento de casos em alguns municípios da regional, porém, não chegando ao status de surto. No começo desse ano, mais de cem moradores da cidade de Mercedes, na Costa Oeste paranaense, apresentaram sintomas de vômito e diarreia, mas as causas até agora são desconhecidas.

O técnico da Vigilância Epidemiológica da 10ª Regional de Saúde, Daniel Fontoura Loss, diz que o monitoramento das regionais é constante. “Em caso de surto grande, são enviados comunicados para as unidades de saúde dos municípios da regional”, comentou.