Policial

Policiais livres de “cuidar” de presos

(Foto: Aílton Santos)

Cinco policiais civis por plantão de 24 horas poderão ter dedicação exclusiva às atividades da 15ª SDP (Subdivisão Policial) de Cascavel. Até então, esses policiais precisavam ficar de sobreaviso e auxiliar em situações envolvendo presos como escoltas e manutenção da segurança interna do cadeião. Esse trabalho de policiais civis com encarcerados vai acabar graças a uma medida histórica que será assinada hoje pela governadora Cida Borghetti e que é reivindicação antiga da Polícia Civil: transferir a administração das carceragens das delegacias da Polícia Civil para o Depen (Departamento Penitenciário).

Com isso, apenas agentes carcerários vão lidar com presos e o trabalho com a segurança interna ficará a cargo da Soe (Seção de Operações Especiais), formada por agentes penitenciários treinados para lidar com situações de risco.

Em Cascavel, já não havia mais trabalho interno da carceragem de responsabilidade de policial civil, a exemplo do que acontece em cidades menores. Por aqui, apenas agentes carcerários fazem o serviço.

Com o decreto assinado pela governadora, os policiais civis deixam de fazer essas atividades em 37 carceragens do Estado onde ainda eram responsáveis pelo serviço, inclusive algumas de responsabilidade da 15ª SDP, como Corbélia e Catanduvas. “Nossa defasagem de efetivo histórica é de cerca de 40%, então, com certeza, essa medida dará um alívio no trabalho de investigação”, comenta o policial responsável pelo setor de Relações Públicas da 15ª SDP de Cascavel, escrivão Reinado Bernardini.

Também serão transferidos da Polícia Civil para o Depen bens móveis e imóveis usados nas carceragens, inclusive a parte do prédio em que o cadeião funciona. O Depen também será responsável pela manutenção das estruturas das cadeias.

Contratações

Com a transferência de responsabilidades, são 1,1 mil policiais civis que deixarão as atividades nas carceragens em todo o Estado. Por isso, 1.156 agentes carcerários foram contratados por meio de PSS (Processo Seletivo Simplificado) em julho deste ano para substituir os agentes que estavam com os contratos vencendo e colocar agentes nas 37 carceragens em que policiais civis ainda trabalham. “Do saldo de contratação, foram 200 a mais do que esse efetivo antigo para suprir as necessidades dos locais em que há substituição, até porque são cerca de 5.500 detentos nessas 37 carceragens”, afirma o secretário especial de Administração Penitenciária, coronel Élio de Oliveira.

 

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