Educação

Formas e máscaras estimulam o desenvolvimento mental

(Foto: Divulgação )

A linguagem corporal é uma base que proporciona à criança a possibilidade de expressar suas emoções, de reconhecer e valorizar sua própria imagem, de aprender sobre seus limites e potencialidades, bem como de explorar e orientar-se no espaço.

Segundo teóricos importantes no campo educacional a ação motora proporciona à criança o surgimento e aprimoramento de formações mentais, na medida em que os movimentos espontâneos vão se transformando em gestos intencionais.

O Artigo 9º da Resolução No. 05, de 17 de dezembro de 2009, que fixa as diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, traz em seu conteúdo a defesa das “experiências que promovem o conhecimento de si e de mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança.”

Diante disso é possível imaginar inúmeras possibilidades de condução a um trabalho proveitoso na educação infantil, desde que a equipe pedagógica acolha e compreenda o lugar importante deste aspecto para o desenvolvimento integral dos pequenos. Algumas atividades podem e devem ser realizadas, sendo adaptadas de acordo com o perfil de cada turma e com a realidade das instituições de ensino, tais como:

Familiarização com a própria imagem corporal e identificação de partes do corpo;

Manipulação de objetos com características diferentes e de várias maneiras: chutando, soltando, pegando, empilhando, encaixando, arremessando, etc.

Exploração do espaço físico com diferentes movimentos;

Orientação espacial em relação a um ponto referencial ou objeto;

Percepção sensorial;

Comunicação gestual por meio de mímicas, jogos de imitação e expressões faciais;

Movimentos ritmados;

Jogos e circuitos motores;

Brincadeiras de faz-de-conta

Na turma do nível 2 C, da professora Mirian, a brincadeira ficou por conta das crianças se enxergarem de formas criativas e divertidas. As expressões foram trabalhadas em frente ao espelho com “disfarces” ou máscaras. Incentivando os alunos a se olharem disfarçados no espelho e a criarem diferentes caretas e expressões corporais, a professora pode perceber que os pequenos ao se reconhecerem e brincarem com a própria imagem, puderam se imaginar em diferentes formas de expressão.