Esporte

Auxiliar permanente, Rodrigo Cabral assume o FC Cascavel

(Foto: Fábio Donegá)

Equipe que tem o objetivo de em pouco tempo estar entre as melhores do País, o FC Cascavel sofreu um duro golpe no fim de semana, com a derrota no sábado para o Paraná Clube (2 a 1) e o complemento no domingo da 3ª e antepenúltima rodada da Taça Caio Júnior. Nada ajudou e o time cascavelense está fora da disputa por uma vaga à Série D do Campeonato Brasileiro de 2019. A afirmação custou a ser dita de forma direta, mas foi admitida durante entrevista coletiva na tarde de ontem, quando foram confirmadas mudanças na comissão técnica: saem o técnico Milton do Ó e o preparador físico Otávio Artur, e assumem o auxiliar técnico permanente Rodrigo Cabral e o gerente de futebol Gustavo Caiche.

“É um projeto de dez anos e estamos na primeira volta do relógio. Investimos muito no CT e ainda estamos. Para o Paranaense fizemos um bom time, que foi bem na primeira fase, mas na segunda não encaixou e caiu de rendimento. Por culpa e decisão minha, até por questão de orçamento, optamos por não contratar reforços, o que pareceu correto num primeiro momento, mas que depois se mostrou equivocada. A diretoria, de maneira geral, entendeu que deveria manter o técnico até quando existisse a mínima possibilidade de classificação, mas lamentavelmente os resultados não vieram. Ainda corremos risco de rebaixamento, então tomamos a decisão de encerrar o contrato com Milton do Ó, que é excelente pessoa e profissional, mas decidimos puxar o controle do time para Gustavo e Rodriguinho”, disse o presidente do FC Cascavel, Valdinei Silva.

Diretoria chama a responsabilidade

O presidente do Futebol Clube Cascavel Valdinei Silva também fez questão de puxar para a diretoria a responsabilidade pelo desapontamento do torcedor quanto à campanha deste ano e também de agradecer ao apoio que tem recebido da comunidade cascavelense.

“A inexperiência é da diretoria e do presidente. Sou empresário e não era do meio futebol, as pessoas que estão conosco também são empresários. Na hora de contratar, a comissão técnica veio e apresentou varias opções, e nós da diretoria nos optamos por contratar. Na primeira fase o time se mostrou competitivo, aguerrido, mas agora estamos trazendo nosso psicólogo mais para o grupo, porque temos esperança de dois bons resultados”, disse o dirigente, que lembrou da vizinha Foz do Iguaçu e comparou o apoio da sociedade no envolvimento com o futebol.

“Foz está de parabéns, lá a cidade não abraça o time, como em Cascavel, e não tem a estrutura como temos, e ainda assim a equipe faz brilhante trabalho. Eles e Toledo estão próximo da vaga na semifinal. Aqui temos que lembrar que nosso projeto continua forte. Somos organizados, temos formatação jurídica definida e temos bom CT. Continuamos firme no propósito de desenvolver muito mais que o futebol, não queremos e não devemos ser um time de temporada, que abre portas em novembro e fecha em março. Para isso não vamos abrir mão das categorias de base e para isso temos uma boa equipe técnica ao nosso lado, com bons parceiros. Temos excelentes médicos, hospitais, ambulatórios, clínicas e consultórios, tudo na parceira, na credibilidade. Agradecemos a comunidade cascavelense pelo apoio que tem nos dado, por acreditar nesse projeto. Aqui são 103 empresários, profissionais liberais que não sobrevivem de futebol, e sim pagam para manter toda a estrutura. As vezes o resultado não vem como gostaríamos, como está sendo plantada, e assumindo a culpa, com humildade, e esperamos retomar o processo de desenvolvimento e levar o FC Cascavel aonde queremos: um time de destaque, organizado, rentável financeiramente, revelador e importante para comunidade cascavelense como instituição”.

Reestreia contra o último algoz

A reestreia de Rodrigo Cabral no comando do FC Cascavel será justamente contra a última equipe que enfrentou no comando do time cascavelense, o Maringá, na final da Taça FPF 2017.

O treinador vê de maneira normal este reencontro com o atual campeão da competição sub-23. “Encaro de maneira natural. O Maringá é um time bem equilibrado, bem montado e que coincidentemente foi nosso adversário na final da Taça FPF. Quanto a nós, temos que repassar tranquilidade aos jogadores nesta semana, porque ninguém deixa de jogar bem, não se esquece como se joga futebol. Então, é repassar tranquilidade, porque capacidade eles [jogadores] têm para fazer uma excelente partida diante do Maringá”.

   

 

  "Vou auxiliar o Rodrigo, como foi no sub-23. Vamos   mexer no brio dos jogadores, porque precisamos de    resultados. Toda possibilidade e sugestão dentro do    grupo é bem vinda agora, não é possível que um         time que fez a campanha que fez no primeiro turno     desaprenda a jogar. Acreditamos que aquele futebol     ainda existe e que detalhes farão diferença”.

      (Gustavo Caiche, gerente de futebol e auxiliar de           Rodrigo Cabral)

 

 

 

 

 

 

Milton do Ó

O técnico Milton do Ó, que deixou a equipe cascavelense sem conceder entrevista coletiva, esteve à frente do FC Cascavel em nove partidas, com saldo de cinco derrotas, três vitórias e um empate, que correspondem a 37% dos pontos disputados. Foram 10 pontos de 27 possíveis. Antes de Milton do Ó, outros quatro treinadores já haviam deixado seus cargos no Paranaense 2018: Wagner Lopes (Paraná Clube), Maurílio Silva (Rio Branco), Ricardinho (Londrina) e Allan Aal, que por opção própria trocou o Foz do Iguaçu pela Portuguesa (SP).