Esporte

Nascido na Paraná, HCR está perto de se tornar modalidade paralímpica

11/12/2012 às 00:00 - Atualizado em 01/09/2014 às 08:11

Leila Nunes

No Parajaps, toledanos foram vice na HCR4a e bronze na HCR4b, no naipe masculino

Toledo - Uma das grandes atrações da primeira edição dos Parajaps (Jogos Paradesportivos do Paraná) é o HCR (handebol em cadeira de rodas). O que chama a atenção na modalidade é que é recente e nasceu no Paraná. Em 2005, um grupo de professores da Unipar de Toledo resolveu adaptar algumas regras e divulgar a adaptação pelo Brasil. O resultado foi impressionante, pois a prática do HCR evoluiu muito rápido e hoje é praticado em mais de 12 países. No ano que vem, inclusive, ocorrerá o primeiro mundial na modalidade.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas, Décio Roberto Calegari, que também é coordenador dos Parajaps, o HCR está se encaminhando para se tornar uma modalidade Paralímpica. “O primeiro passo para colocarmos a modalidade de Paralimpíada é criar o Campeonato Mundial. O crescimento do HCR foi muito rápido e estamos felizes em ver que a modalidade está agradando em todos os lugares que é inserida”, comenta o professor, que é criador da adaptação. Sua ligação com a modalidade é muito grande, porque além de tem sido atleta de handebol, já exerceu a função de árbitro, treinador e dirigente.

História

Quando era coordenador do curso de Educação Física da Unipar de Toledo, em 2005, Décio Calegari procurou algo sobre a adaptação do handebol em cadeira de rodas e encontrou poucas iniciativas. Na época, havia na universidade toledana o Projeto AMA (Atividades Motoras Adaptadas), que já trabalhava com xadrez, natação, basquete e dança. Então os professores da instituição fizeram uma proposta de regras, testaram em quadra e resolveram divulgar a nova modalidade em eventos técnicos pelo Brasil. “Antes havia o basquete para cadeirantes, mas era uma modalidade que exigia uma técnica apurada e uma boa mobilidade. Tem também o rúgbi para tetraplégicos. Estava precisando de uma modalidade que ficasse no meio termo”, afirma Décio Calegari.