Blogs | Newsletter | Fale Conosco |
Cidades

Pizzatto traz proposta de gasoduto urbano

Jean Paterno

08/03/2013 às 00:00 - Atualizado em 01/09/2014 às 15:09

Divulgação

Líderes de vários segmentos organizados e do setor produtivo participaram da audiência pública ontem pela manhã no auditório da associação comercial

Implantar uma rede urbana de distribuição para criar o hábito e fortalecer o consumo do gás natural em Cascavel. Essa é a proposta que o presidente da Compagas (Companhia Paranaense de Gás), Luciano Pizzatto, apresentou ontem pela manhã a líderes empresariais e políticos no auditório da Acic. O tema foi debatido durante audiência pública organizada com a colaboração do deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC). O projeto, conforme Pizzatto, é colocar Cascavel no mapa da matriz energética do presente e do futuro.

Há dois anos, o presidente da Compagas esteve na cidade para uma conversa e para expor sobre a solicitação da implantação de um gasoduto, a partir de Araucária, até Cascavel. Na época, Luciano Pizzatto informou que o primeiro passo seria apurar a demanda inicial de consumo, para então dar início às negociações em torno do tema. No entanto, o processo não correu como o esperado. A proposta agora, que é considerada mais lógica e viável por Pizzatto, é a implantação de um gasoduto urbano como passo importante para a recepção da rede intermunicipal no futuro. “Depois, para a conexão com a rede que se pretende para todo o Estado, é só acionar uma válvula”, afirmou.

Rede

O ideal para dar bom encaminhamento ao projeto seria a implantação de uma rede local de cinco quilômetros e consumo diário acima de 30 mil metros cúbicos. O custo de implantação de um quilômetro na cidade fica em R$ 1 milhão; já para um gasoduto intermunicipal o valor sobe para R$ 2 milhões. “Caso tudo corra bem e a comunidade participe ativamente do projeto, poderemos oferecer gás natural a veículos e a empresas de Cascavel ainda neste ano”, conforme Pizzatto. A sugestão dele é de, além de buscar potenciais consumidores, fazer um inventário energético do setor produtivo local, a fonte energética da empresa, quanto ela usa e o seu grau de interesse em utilizar gás natural em seus processos.

Divulgação

O presidente da Compagas, Luciano Pizzatto: colocar Cascavel no mapa do gás natural

Ideias 

Líderes presentes à reunião de ontem na Acic deram ideias de como facilitar a implantação do projeto do gás natural. De início, poderiam ser envolvidas as frotas de táxi, ônibus do transporte coletivo urbano e escolar, além de indústrias. O empresário Roberto Pelizzetti informou que o uso do gás, comparativamente ao valor cobrado pelo litro do álcool e da gasolina, derrubaria os custos, aos taxistas por exemplo, em pelo menos 50%. “É um grande negócio, mas para que postos de combustíveis invistam é primordial ter uma contrapartida mais significativa da Compagas”, ressaltou Pelizzetti. O fato de o Paraná ter uma das maiores reservas de xisto do Brasil, o que reduz substancialmente a dependência do gás boliviano, e a existência de linha de crédito para financiar a conversão de motores são aspectos positivos e que facilitam a implantação da proposta em Cascavel. O presidente da Acic, Leopoldo Nestor Furlan, informa que o município, um dos que mais crescem no Estado, não pode ficar fora de uma iniciativa de alcance tão ampla. O gás natural é indicado, entre outros, a indústrias de alta tecnologia e a descentralização determinada pelo governador Beto Richa melhorará as condições de competitividade do interior no processo de atração de grandes investimentos. “Cascavel é parceira da Compagas e as entidades farão tudo o que estiver ao seu alcance para oferecer essa possibilidade de matriz energética ao setor produtivo”, conforme Leopoldo. “União é a chave de todo o processo”, conforme o deputado estadual Leonaldo Paranhos.